terça-feira, 27 de setembro de 2011

Última semana das Conexões Vidal


Estamos chegando na última semana das Conexões Vidal, mostra de repertório do ator, diretor e criador Fábio Vidal dentro do projeto Prata da Casa, do Teatro Gamboa Nova.

Essa última semana do projeto é mais dedicada à reflexão do fazer artístico. Na quarta-feira, dia 28, às 18h, o público vai poder conferir o documentário produzido por Thiago Gomes, registrando todo o processo criativo do espetáculo Sebastião. Será possível compreender como Vidal foi conduzindo sua criação enquanto intérprete, diretor e dramaturgo.

Na quinta-feira, dia 29, o momento é de discutir procedimentos de gestão artística pessoal, mas também produção. Com o tema Ser artista - gestão e indigestão, os artistas, gestores e parceiros Deusi Magalhães, João Lima, Rino Carvalho e Fábio Vidal vão bater um papo com o público.

Encerrando as ações do projeto, o espetáculo vencedor do Braskem 2010 na categoria Ator, Sebastião. Mais novo trabalho de Fábio Vidal, Sebastião parte de uma construção calcada em histórias e causos sobre a queda de um avião de dinheiro sob a cidade de Maracangalha, município da região metropolitana de Salvador. Sexta e sábado, dias 30 de setembro e 1° de outubro, às 20h e domingo, dia 2 de outubro, às 18h. Entrada: R$5,00.

DEUSI DE mAGALHÃES , JOÃO LIMA, RINO DE CARVALHO  E EU.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Velôsidade Máxima



Nesta sequência de três apresentações, Velôsidade Máxima ganha uma cara absolutamente nova. O espetáculo, estreado em 2006, volta a cartaz completamente diferente, incorporando dez atores e performers à cena. Agora o universo musical de Caetano Veloso será apresentado num sarau performático, que ocupará todas as dependências do Teatro Gamboa Nova. 

Em Velôsidade, o personagem Narciso (Um corpo sonhador) transita em mundo dentro de mundos, formado pela obra poética de Caetano Veloso, contida nas letras de suas canções, recriada para cena pelos experimentos cênicos do ator-performer, diretor e autor Fabio Vidal. Uma encenação mutante, que apresenta uma narrativa descontínua, variante no tempo e no espaço, adentrando em planos de fantasia e memória, propiciando uma fusão de realidades e ficções, sendo ressaltados e pontuados os signos e mitos presentes na obra de Caetano Veloso. Aqui se vê a multiplicidade de "Eus" que Caetano presentifica com suas estrelas, luas, sóis, amores, Brasis, carnavais, cores, nomes, livros, línguas, gentes, Bahias e mundos.

Constelações temáticas reconstruídas e adaptadas à cena nesta pesquisa de mestrado do Programa de Pós Graduação em Artes Cênica (PPGAC) UFBA. Este trabalho foi fruto de um projeto sobre o fazer teatral baseado na autonomia do ator/atuante. Constituem-se territórios nômades em favor da vida.

Ficha Técnica

Fabio Vidal - Atuação, autoria, encenação
Daniel Guerra e Gabriela Sandyyego - Assistência de encenação 

Atores/Performers: Alexandre Carvalho, Angel Marques , Ci Moura, Daí Leal , Danila Maia, Denisson Palumbo, Eloá Louise, Frank Handeler, Ivan Alexandre, Jandineli Nascimento de Jesus, Josi Varjão, Lindinete Pereira do Nascimento, Patrícia Lopes, PC Santos, Raiça Bomfim

Fernanda Paquelet - Iluminação

Rino Carvalho -Figurino

Marco Antônio- Confecção e assessoria de Figurino

Sônia Rangel - Orientação da Pesquisa

Emerson Cabral - Trilha Sonora

Zélia Uchôa- Foto

Aprendizagem, de Mônica Santana

Mônica Santana em Aprendizagem. Crédito: Carol Garcia

Livremente inspirado no romance Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector, este solo bebe na atmosfera da autora e revela a história de uma mulher na busca de aprender a sentir prazer. Em cena, a multiplicidade das vozes, ora concordantes, ora dissonantes da escritora, da atriz/criadora, da personagem. Este trabalho integra a pesquisa de Mestrado em Artes Cênicas da atriz.

Criação, autoria e interpretação: Mônica Santana
Assistência e colaboração: Colaboração: Saulo Moreira
Orientação: Fábio Vidal
Iluminação: Márcio Nonato
Figurino e cabelos: Giorgia Conceição
Fotos: Carol Garcia

Metafísica, de Líria Morays

Líria Morays em Metafísica. Créditos de Márcio Lima.

Espetáculo solo que retrata a influência da propaganda e das informações cotidianas atuais no comportamento humano através de uma metáfora realizada entre a palavra metafísica com seus conceitos filosóficos e a mídia com seus efeitos na sociedade. A mídia aqui é lembrada como uma espécie de “Deus” como algo fantástico e invisível que precisa ser adorado e venerado cotidianamente sob pena de gerar desempregados ou excluídos de um determinado grupo de pessoas: “os informados”. Dentre as ações do solo, personas se apresentam tratando trechos do texto analogamente à informações propagandísticas, de modo que há uma atualização condizente aos acontecimentos e noticiários da época da apresentação. Durante a encenação, movimento e voz se entrelaçam num contínuo de textos, em fragmentos de idéias e palavras corporalizadas. 

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO E INTERPRETAÇÃO: Líria Morays
ORIENTAÇÃO: Fábio Vidal
FIGURINO/MAQUIAGEM: Luís Santana
ILUMINAÇÃO: Everaldo Belmiro
TEXTO: Líria Morays (com trechos de outros pequenos contos e noticiários, além da poesia de Fernando Pessoa – Alberto Caeiro)

Nesta quinta-feira, dia 22/09, às 19h, no Teatro Gamboa Nova.
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)

Capitália, de Danilo Barata

O trânsito, a feira livre, o sexo pululam na noite da metrópole soteropolitana. Inspirado na Divine Comedy de Dante Alighieri, o artista registra a cidade em 16 mm e trata de pecados capitais, purgatório e esperança. 

The night of the Bahia State capital city Salvador teems with traffic, the street market, and sex. Drawing his inspiration from the Divine Comedy by Dante Alighieri, the artist records the city in 16 mm and addresses capital sins, the purgatory, and hope. 

Inspirado no livro de Dante Alighere "Divina Comédia", proporcionando um olhar sobre a vida noturna do centro de Salvador e seus personagens.

Com um caráter experimental e temática urbana, Capitália mostra as ruas de salvador através dos pecados capitais tematizados na obra do escritor italiano. Além de retratar a noite do centro da cidade, o filme aborda aspectos da personalidade humana através de personagens protagonizados por artistas de destaque em diversas áreas.

Além dos atores Gideon Rosa, Fábio Vidal e caica Alves, atuam no filme os artistas plásticos Marepe, Iêda Oliveira, Zuarte Jr., Carolina Lima e Ayrson Heráclito que ganhou destaque recentemente na mídia nacional com suasroupas de charque numa forma de alerta sobre a questão da fome. Da área musical, participam Rebeca Matta e Vince, todos jovens talentos da música baiana.

Numa homenagem a um clássico do cinema baiano dos anos 80, O Super outro, o filme também conta com a participação de Edgar Navarro, fazendo uma menção ao seu personagem na praça Castro Alves.

As gravações aconteceram entre 8 da noite e 6 da manhã, quebrando com a rotina noturna da cidade. O pequeno set de filmagem armado nos locais de gravação - Lapa, Forte de São Pedro, Praça Castro Alves, Av. Sete e Carlos Gomes - atraiu a atenção de quem passou pelas ruas.

O Trabalho foi selecionado para o 14° Festival Internacional de Arte Eletrônica - Videobrasil e para o Backup Festival na Bauhaus Universitat Weimar na Alemanha em 2003

Mídia e Poesia

Nesta quarta-feira, dia 21, às 18h, o público poderá conferir e lembrar o projto Mídia e Poesia, dentro da programação do Conexões Vidal. O projeto “MídiaPoesia 2” apresenta 60 poemas de poetas baianos , de diversos períodos, que foram interpretados por atores locais e exibidos durante os intervalos comerciais de televisão. O projeto contou com o patrocínio do Governo do Estado da Bahia através do FAZCULTURA e do Bompreço Wal Mart Brasil. Considerando o inusitado da proposta e seu grande valor cultural, a Rede Bahia fechou parceria no sentido de ceder espaço gratuito para a inserção do MídiaPoesia 2 na programação da rede. 

Este projeto contribuiu para que o contato com o texto poético funcionasse como uma experiência estética simultaneamente emocional e intelectual, abrindo a percepção do telespectador às novas dimensões de imagens e significados construídos pela alquimia verbal dos versos, suplantando o poder de comunicação 
e envolvimento do poema impresso. A televisão foi a opção mais eficaz para inserirmos a poesia, subrepticiamente entre propagandas, no cotidiano das pessoas na expectativa de que a boa literatura venha se tornar tão popular quanto a música.

Participam do projeto Os poetas: Adelmo Oliveira, Afonso Manta, Alba Liberato, Aleilton Fonseca, Antônio Brasileiro, Antônio Risério, Aramis Ribeiro Costa, Bráulio de Abreu, Carlos Cunha, Carlos Falck, Carlos Pronzato, Cid Seixas, Claudius Portugal, Cleise Mendes, Damário Dacruz, Fabrícia Miranda, Fernando da Rocha Peres, Henrique Wagner, Ildásio Tavares, Jacinta Passos, Jorge Amado, José Carlos Capinam, José Inácio Vieira de Melo, José de Oliveira Falcón, Kátia Borges, Luiz Galvão, Luiza Vianna, Mara Guimarães, Maria Lucia Martins, Maria da Conceição Paranhos, Miguel Antônio Carneiro, Myriam Fraga, Narlan Mattos, Nildão, Regina Dourado, Roberval Pereyr, Ruy Espinheira Filho, Santos Moraes, Sônia Rangel Sosígenes Costa. Entre os atores: Aicha Marques, Armindo Bião, Carlos Betão, Carlos Petrovich, Edlo Mendes, Eduardo Albuquerque, Evelin Buchegger, Fabio Vidal, Frank Menezes, Gideon Rosa, Isabela Malta, Jackson Costa, Joana Shnitman, Heraldo Souza, Juliana Grave, Luiz Pepeu, Marcelo Prado, Mariana Freire, Fafá Menezes, Maria de Souza, Mario Gadelha, Narcival Rubens, Regina Maria Dourado, Sônia Rangel, Vitório Emanuel e Widoto Áquila.

A liderança da equipe do projeto estava com a Coordenação Geral e Concepção: Oscar Dourado; Consultoria Literária: Cleise Mendes; Direção Artística: Deolindo Checcuchi; Coordenação de Produção: Virgínia Da Rin; Produção Executiva: Kátia Costa;Assistente de Direção: Yuri Almeida. Vídeo – Produtora: Bahia Cinema e Vídeo; Consultoria em Vídeo: Sérgio Siqueira; Direção de Fotografia: Ricardo Pimenta; Edição e Finalização: Honorato Smetak; Câmera: José Sena; Assistente de Câmera: Vanderson Lopes; Maquiagem: Zé Maria; Coordenação e Pós- Produção: Delman Bahia; Direção Musical: Oscar Dourado; Trilha Sonora ao Piano: Teca Gondim. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Os Sertões

O clássico livro de Euclides da Cunha, Os Sertões, que narra a Guerra de Canudos, mas também a formação do povo sertanejo, virou espetáculo teatral na obra de Paulo Dourado, em 2009, integrando as comemorações dos 100 anos do escritor. O Video Os sertões, Uma Viagem contou com adaptação de Cleise Mendes e reuniu no elenco: Rita Assemany, Jackyson Costa, Ricardo Bittencourt, Evelin Buchegger, Dody Só, Regina Dourado, Fafá Menezes, Agnaldo Lopes, Luís Pepeu e Fabio Vidal.

Nesta quarta-feira, dia 14/09, às 18h, na programação do Conexões Vidal, no Teatro Gamboa Nova.